domingo, 29 de maio de 2011

Encontrado no Chile pela primeira vez o crânio completo de um mastodonte


O crânio em ótimas condições de um mastodonte, parente do elefante atual foi encontrado no Chile, o que contribui para a investigação sobre uma espécie que desapareceu há 10.000 anos, confirmou na terça-feira (17), um dos paleontólogos encarregados do estudo.

"Estes são os restos de um crânio de Gonfotério (Mastodonte), que está em ótimas condições", disse o paleontólogo Rafael Labarca sobre a descoberta em 15 de fevereiro na terça-feira à AFP.

Os restos foram descobertos durante o trabalho para expandir uma unidade de tratamento de água, em Santiago, pela empresa francesa Suez e a chilena Águas Andinas.

O Gonfotério é membro da família dos elefantes atuais e desapareceu cerca de 10.000 anos atrás. Caracterizou-se por 4-2 presas e não se exclui que possuia tromba, disse Labarca.

No sul do Chile, em 2008, foram encontrados a omoplata e a mandíbula de um Gonfotério, mas esta é a primeira vez que se encontrou um crânio completo, disse o paleontólogo.

"No Chile não tinham sido encontrados achados tão completos. Crânios são necessários, porque isso permite conhecer as características dos mastodontes que viveram no Chile e nunca foram encontrados completos", disse o especialista.

A pesquisa, financiada pela francesa Suez e sob a supervisão do Museu Nacional de História Natural espera obter resultados concretos no final de 2011 para fornecer dados sobre o estilo de vida e movimentos migratórios do animal, dos quais não há grandes registros.

Pesquisadores descobrem fósseis de criatura gigante de 488 milhões de anos



Cientistas da universidade americana de Yale descobriram no Marrocos fósseis de "estranhas" criaturas marinhas gigantes que habitaram a Terra no período Ordoviciano, entre 488 milhões e 472 milhões de anos atrás.

Em estudo publicado na edição mais recente da revista "Nature", os pesquisadores Peter Van Roy e Derek Briggs estimam que os anomalocaris, predadores gigantes com corpos leves e dois apêndices espinhosos que saíam da boca, de aspecto similar aos camarões, habitaram os mares por um tempo muito mais longo do que se acreditava até agora.

Os anomalocaris possuíam dentes afiados, úteis para perfurar as couraças de pequenos artrópodes como os trilobites, e lóbulos para se deslocar na água.

Os espécimes mais antigos dessas criaturas, conhecidas como "camarões estranhos", datam do período Cambriano Médio, entre 542 milhões e 501 milhões de anos atrás.

Os fósseis descobertos agora medem cerca de 1 metro e são muito maiores que os demais fósseis datados do mesmo período.

O fato de os animais encontrados no Marrocos serem 30 milhões de anos mais jovens que os que habitaram a Terra no Cambriano indica que os anomalocaris dominaram os ecossistemas marítimos muito antes do que se pensava.

Fóssil de titanossauro de 70 milhões de anos é retirado de rocha em MG



Parte do fêmur do maior titanossauro descoberto no Brasil, o Uberaba Titã, foi retirada na quarta-feira (25) de uma rocha em Uberaba, no Triângulo Mineiro.

O osso, de 70 milhões de anos, foi encontrado em janeiro, mas só pode ser retirado nesta semana por causa do período chuvoso.


A outra metade do fóssil já está em laboratório, ela se desprendeu da rocha durante uma tempestade.

A peça inteira vai ter um metro de comprimento. "Nunca tínhamos achado um fêmur inteiro", afirma o paleontólogo Luiz Carlos Ribeiro.

Segundo os pesquisadores, cada fóssil encontrado e retirado só reafirma a tese de que a camada de rocha ainda guarda muitas outras descobertas.

Em um local de 30 centímetros também foram encontrados três fósseis de três espécies diferentes.

O maior deles, segundo o paleontólogo, pode ser outro fêmur de titanossauro. Já outro fragmento menor é de uma escama de crocodilo ou de algum peixe pré-histórico.

Um dente também localizado no mesmo lugar é de um dinossauro carnívoro, e não é o único. Em outra região, outra presa foi descoberta.

“Agora queremos saber onde estão os ossos desse dente de dinossauro carnívoro que muito nos interessa”, disse Ribeiro.

Fósseis de tartaruga também foram encontrados. As novas descobertas chamaram a atenção de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).

Duas funcionárias da universidade foram para Uberaba para acompanhar a expedição.

Fósseis de jacaré que viveu há 8 milhões de anos são achados no Acre


Fragmentos da mandíbulas de jacarés de médio porte que teriam vivido há 8 milhões de anos na Amazônia foram identificados por pesquisadores da Universidade Federal do Acre (UFAC).

Os fósseis haviam sido descobertos em 1999 no município de Senador Guiomard, às margens do Rio Acre, mas até então estavam guardados no Laboratório de Paleontologia da universidade.

Segundo o doutor em paleontologia e especialista em jacarés fósseis Jonas Pereira de Souza Filho, que também é professor associado da UFAC, é comum os laboratórios deterem material de campo que não é aberto nem estudado de imediato.

Uma análise mais detalhada desse animal, que tinha cerca de 2,5 metros, está sendo feita. O réptil assemelha-se ao atual jacaretinga (Caiman crocodilus), que habita a região, mas a diferença é que aquele tinha um focinho mais alongado.

O nome oficial da nova espécie ainda está em discussão, mas deve homenagear a Amazônia. Os pesquisadores preparam agora um artigo científico sobre a descoberta, que deve ser apresentado em setembro durante um encontro na Argentina sobre paleontologia de vertebrados. O passo seguinte será publicar o achado em uma revista científica.

De acordo com Jonas Filho, o Acre está em uma zona de sedimentação propícia para a fossilização.

Essas pequenas partes de mandíbulas, portanto, são o indício de que outros animais, ainda inéditos para a ciência, podem ser encontrados no futuro.

“Ainda há muita coisa para se descobrir e falar sobre a nossa pré-história. Essa é apenas a ponta do iceberg da paleontologia”, disse.

Em 1986, foi localizada no Acre a peça mais completa do jacaré gigantePurussaurus brasiliensis, um dos maiores predadores que já viveu na Amazônia.

Além disso, o estado é uma importante fonte de informações pré-históricas: nele já foram identificados quase 300 geoglifos, desenhos no solo que podem ter sido feitos por civilizações antigas.

Grupo acha "avô" de crocodilos terrestres no interior de MG



Medindo só 1,80 metro da ponta do focinho à extremidade da cauda, oCampinasuchus dinizi não se encaixa muito bem na definição de monstro pré-histórico. Mesmo assim, parece ter sido um excelente fundador de dinastia.

Isso porque, segundo seus descobridores, o bicho é o membro mais primitivo do grupo de crocodilos que dominou o interior do Brasil na Era dos Dinossauros.

Seus descendentes dobrariam de tamanho e virariam, ao que tudo indica, os predadores dominantes do inclemente semiárido que cobria São Paulo, Minas Gerais e outros Estados do país há dezenas de milhões de anos.

O bicho acaba de ser apresentado à comunidade científica em artigo na revista especializada "Zootaxa". Mas se trata apenas do começo do trabalho. O sítio que permitiu a descoberta da espécie, em Campina Verde (MG), ainda está repleto de material.

"Parece que ali houve uma série de mortandades em massa ao longo do tempo", diz Luiz Carlos Borges Ribeiro, pesquisador da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e um dos responsáveis por descrever o bicho.

Os cadáveres da espécie podem ter se acumulado durante secas prolongadas, quando os crocodilos teriam procurado os poucos corpos d'água que sobravam para se enterrar na lama. No caso dos exemplares encontrados, não deu muito certo.

"A densidade de material em Campina Verde é impressionante. Por enquanto todos são Campinasuchus, mas pode ser que haja outras espécies por lá", avalia Borges. Apesar de terem procurado a lama na hora do aperto, os membros da espécie eram totalmente terrestres.

As patas, bem mais eretas que as de um crocodilo atual, davam grande mobilidade aos animais em terra firme, fazendo com que, em ação, eles lembrassem muito mais leões do que jacarés. Era nisso, aliás, que a equipe do Centro de Pesquisas Paleontológicas Price trabalhava quando recebeu a Folha.

Pouco a pouco, modelos detalhados do esqueleto do animal, feitos em espuma floral (normalmente usada em vasos), ajudavam a reconstruir a postura do bicho.

Os dados estão sendo passados para um programa de animação computacional 3D. A intenção dos cientistas é recriar em filme a descoberta, do achado dos ossos fossilizados a cenas em que o Campinasuchus "volta à vida".

A família de Amarildo Martins Queiroz é dona da fazenda Três Antas, onde os fósseis foram achados, há 60 anos.

"As pessoas costumavam achar que os ossos eram de criação [de gado]", conta Queiroz. Ele, no entanto, desconfiou e resolveu levar algumas amostras para a equipe do Centro Price.

"Logo na primeira conversa, eu disse ao Amarildo que não esperasse ganhar dinheiro com isso, mas que a gente poderia homenagear quem ele desejasse caso fosse descoberto um bicho novo", diz o pesquisador Luiz Carlos Borges Ribeiro, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, um dos responsáveis por descrever o bicho.

Foi o que aconteceu: o nome dinizi se refere a Izonel Queiroz Diniz Neto, filho do proprietário, que morreu afogado com seis anos de idade. "Isso fica para a história, para a eternidade", diz Queiroz.

A pesquisa também teve apoio da Fapemig (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais) e da empresa Henkel do Brasil, que ajudou na reconstrução do bicho.

Parente peso pluma do tiranossauro é encontrado na Mongólia


Pesquisadores trabalhando no deserto de Gobi, na Mongólia, descobriram o esqueleto quase completo de um dinossauro da ordem dos tiranossauros que tinha menos de 3 anos de idade quando morreu, mais jovem e menor do que qualquer outro já descoberto.

O animal, chamado Tarbosaurus bataar, é o parente mais próximo doTyrannosaurus rex, predador que vivia na América do Norte na mesma época.

Em vida, o espécime pesava menos de 32 quilos, frente às seis toneladas de um T. bataar adulto, segundo relato dos pesquisadores em The Journal of Vertebrate Palentology.

Os pesquisadores conseguiram determinar sua idade pelo exame microscópico de um dos ossos da perna, que revelaram pausas periódicas no crescimento - como os anéis num tronco de árvore.

Dinossauros adultos da ordem dos tiranossauros possuem ossos do crânio extremamente fortes, especialmente os da mandíbula, capazes de aplicar forças muito intensas de torção e flexão.

Nos espécimes jovens, porém, os ossos do crânio são mais delicados, os dentes, mais finos, e a mandíbula, muito mais fraca.

Isso sugere que o T. bataar jovem tinha mais chances de capturar sua presa usando a surpresa e a velocidade, em vez da força devastadora usada por seus pais.

Em outras palavras, o T. bataar alterava sua dieta conforme crescia, diferente de outros dinossauros predatórios.

"Esta é uma das imagens mais claras que temos desses dinossauros", afirmou Lawrence M. Witmer, professor de paleontologia da Universidade de Ohio e principal autor do estudo. "Ela nos dá a melhor visão das mudanças de estilos de vida desses animais enquanto eles cresciam".

Paleontólogos escavam fósseis de titanossauro no Triângulo Mineiro



Um grupo de paleontólogos começou, na quarta-feira (11), as escavações dos fósseis de um titanossauro encontrados às margens da BR-050, entre Uberaba e Uberlândia, no Triângulo Mineiro.

De acordo com Luiz Carlos Ribeiro, diretor do Centro de Pesquisas Paleontológicas L. I. Price, os ossos foram vistos devido às fortes chuvas que atingiram a região nos primeiros meses de 2011 e fizeram com que parte da terra cedesse no local.

Segundo ele, o trabalho no sitio arqueológico começou depois que as rochas secaram, pois a umidade poderia provocar novos deslizamentos e danificar os fósseis.

De acordo com o diretor, outras escavações foram realizadas no mesmo local entre 2004 e 2006. Na época, mais de 300 toneladas de rocha foram retiradas e cerca de 200 fósseis, encontrados.

Os ossos descobertos pelos paleontólogos pertenciam a uma nova espécie de titanossauro, batizado pelo grupo de pesquisadores como Uberabatitan ribeiroi.

O nome também é uma homenagem ao diretor Luiz Carlos Ribeiro. Segundo ele, a espécie é a maior já encontrada no Brasil.

O pesquisador informou que a retirada dos fósseis visíveis deve durar aproximadamente 12 dias, mas, caso novos ossos sejam encontrados, o trabalho deve se prolongar.

De acordo com ele, o grupo vai escavar uma área de 12 metros cúbicos, sendo que cerca de 30 toneladas de rocha devem ser removidas.

Para Luiz Carlos, os fósseis se assemelham aos encontrados em 2004, mas a expectativa é que possam ser partes de uma nova espécie.

Segundo o diretor, a região tem diversos sítios arqueológicos e, em seguida, outros oito locais devem ser escavados pelos profissionais.

Entre os ossos encontrados, existe um fêmur e outro que se parece com uma tíbia. De acordo com o diretor, a partir das descobertas anteriores, réplicas e reconstruções digitais dos animais foram feitas.

Com as novas descobertas, proporções e formatos dos fósseis podem ser alterados caso estejam diferentes e dar aos pesquisadores uma nova perspectiva sobre a espécie.

Depois de serem recolhidos, os fósseis vão ser encaminhados para o centro de pesquisas. Lá, eles serão limpos e estudados.

'Parente' do tiranossauro mudava de dieta com avanço da idade, diz estudo


A análise de um crânio de 29 centímetros de um parente próximo mostra como membros jovens da família dos tiranossauros tinham dietas diferentes dos adultos no passado e, portanto, não competiam por comida.

O estudo foi divulgado na revista “Journal of Vertebrate Paleontology” na segunda-feira (9) por uma equipe de cientistas dos Estados Unidos, Japão e Mongólia.

Os paleontólogos analisaram o osso da cabeça de um tarbossauro – descoberto na Mongólia – tido como o mais jovem e completo conhecido no mundo. Com 70 milhões de anos de idade, o animal está quase completo, somente sem os ossos do pescoço e de parte do rabo.

O objetivo era desvendar como cresceram e como se alimentaram esses predadores. Ao estudarem o dinossauro, os especialistas descobriram que o animal morreu com apenas 2 ou 3 anos, atingindo apenas 2,7 metros de comprimento.

Os tarbossauros adultos atingiam até 12,2 metros de extensão e chegavam a pesar até seis toneladas. Tinham expectativa de vida de até 25 anos, similar a dos tiranossauros.

Segundo os especialistas, o animal era um caçador diferente dos adultos. Usava a agilidade e rapidez para pegar suas presas, em contraste com a força dos gigantes predadores.

O período do Cretáceo Tardio (entre aproximadamente 100 milhões e 65 milhões de anos atrás) oferecia diversas opções de comida, segundo os pesquisadores.

No início, os tarbossauros mais jovens se alimentariam de presas menores e com o passar do tempo teriam desenvolvido uma mudança alimentar, passando a caçar outros animais maiores, à semelhança dos tiranossauros.


Cientistas acham fósseis de batalha entre "monstros" marinhos

Cientistas descobriram na Austrália fósseis que indicam uma batalha entre dois "monstros" marinhos há cerca de 120 milhões de anos.

Segundo pesquisadores da Universidade Uppsala, da Suécia, que participaram da descoberta, os fósseis dos ossos de um ictiossauro com marcas de mordidas, certamente causadas por um animal da mesma espécie.

A espécie, que conviveu com os dinossauros, lembrava um golfinho, tinha 6 m de comprimento e uma longa boca com cerca de 100 dentes, parecidos com os de um crocodilo. O fóssil, afirma a universidade, foi achado na cidade de Marree.

Quando os ictiossauros viveram, a Austrália ainda estava unida à Antártida e certamente ficava mais ao sul, próxima ao circulo polar antártico. A região onde foi achado o esqueleto fossilizado hoje é um campo, mas na época era o fundo do mar gelado.

Ainda de acordo com a universidade, quando os paleontólogos estavam limpando a mandíbula do ictiossauro em um laboratório, eles acharam as marcas de mordida supreendentemente bem conservadas.

As marcas ainda indicam que o corpo se curou do ataque, o que sugere que o animal sobreviveu por um longo período após a batalha.

Benjamin Kear, professor da universidade e um dos pesquisadores envolvidos na descoberta, afirma que esse tipo de comportamento raramente foi reportado em fósseis de ictiossauro anteriormente.

Devido ao tamanho das marcas causadas pelo ataque, os cientistas acreditam que elas não tenham sido causados por um predador ou por uma presa.

Contudo, elas encaixam com os dentes de um ictiossauro adulto, o que sugere que a batalha ocorreu durante uma disputa por comida, território ou por uma parceira.

Atacar a face do adversário com mordidas é uma prática comum vista nos animais que vivem hoje e frequentemente o ataque é direcionado à mandíbula do adversário para imobilizá-la.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Ovos fossilizados de crocodilo pré-histórico são encontrados em Jales, SP



Baurusuchus pachecoi

Em Jales, o trabalho de pesquisadores que encontraram fósseis de um crocodilo recebeu destaque no meio científico internacional. Ninhos com ovos do animal estão sendo estudados.

Foi em uma fazenda na zona rural de Jales que um pedaço da história do planeta surgiu no meio das rochas.

As escavações revelaram uma conquista: a maior quantidade de ovos de crocodilos pré-históricos já encontrada em todo o mundo. Os fósseis datam de 85 milhões de anos atrás.

Foram revelados no total doze ninhos, com registros bem visíveis de ovos do réptil primitivo Baurusuchus pachecoi. A espécie, encontrada pela primeira vez na cidade de Paulo de Faria, em 1945, viveu no final do cetáceo, o último período antes da grande extinção dos dinossauros.

Junto com os ninhos e ovos, também foi encontrado um crânio do crocodilo primitivo em perfeitas condições, algo muito raro de ocorrer.
Para o paleontólogo Carlos Eduardo Maia de Oliveira, que descobriu os fósseis, o achado é de extrema importância, pois destaca a região em nível mundial.

O trabalho já foi apresentado nos Estados Unidos e também em países do Reino Unido, na Europa. Ele e sua equipe ainda puderam nomear o achado: Bauruoolithus fragilis.

A descoberta foi divulgada na revista cientifica Palaeontology, uma das mais conceituadas no meio. Os pedaços de rocha com as marcas pré-históricas foram trazidos para uma instituição de ensino em Fernandópolis para serem analisadas.

Descoberto ancestral distante do crocodilo





Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul (FZB/RS) anunciaram na quinta-feira, 31, a descoberta de fósseis de um parente distante dos crocodilos que viveu há 240 milhões de anos e tinha hábitos gregários.

A novidade científica foi descrita em artigo do doutorando em Biologia da USP de Ribeirão Preto Marco Aurélio Gallo de França, bolsista da Fapesp, seu orientador Max Cardoso Langer e o paleontólogo Jorge Ferigolo, da FZB/RS, publicado pela revista alemã Naturwissenschaften.

O material foi encontrado no município de Dona Francisca pelos paleontólogos Jorge Ferigolo, Ana Maria Ribeiro e Ricardo Negri, do Museu de Ciências Naturais da FZB/RS.

O grupo removeu um bloco de rocha de meia tonelada no qual estavam crânios de predadores do Triássico. Os fósseis ficaram depositados no museu e, em 2007, passaram a ser estudados por Franço, Langer e Ferigolo.

As conclusões começaram a ser publicadas agora e indicam a descoberta de uma nova espécie, com 2,5 metros de comprimento, pertencente ao grupo de répteis rauisuchia.

Hábitos diferentes. Mas a maior novidade está nos hábitos do animal, mais complexos que os do grupo dos arcossauros, da mesma era.

"Pensava-se que os raiusuchia eram do topo da cadeia alimentar e viviam sozinhos. A descoberta de que uma das espécies vivia em conjunto quebra esse paradigma", avalia França.

Os fósseis indicam que o réptil tinha atividades grupais como, possivelmente, a caça. Dos restos de dez indivíduos encontrados, nove estavam sobrepostos. "Isso indica comportamento social; eles estavam próximos antes de morrer", diz o doutorando.

O nome dado ao réptil, Decuriasuchus quartacolonia, considera suas características. Decúria se refere à unidade do exército romano constituída por dez soldados; suchus é um termo grego para um deus egípcio com cabeça de crocodilo; e Quarta Colônia é a região do Estado onde estavam os fósseis.

Como o material contém partes amontoadas, os pesquisadores descartam a montagem de um esqueleto para exibição.

novo dinossauro : Magnus zhuchengtyrannus


Reprodução artística mostra o dinossauro gigante descoberto na China

Cientistas irlandeses anunciaram a descoberta de uma nova espécie de dinossauro gigantesco, que seria um parente próximo do Tiranossauro Rex (T. Rex), a partir de fósseis do crânio e ossos maxilares encontrados na China.

Segundo os estudiosos, o tiranossauro media cerca de 11 m de comprimento e pesava 6 t. As informações são do site do Daily Mail.

O pesquisador David Hone, da University College de Dublin, afirmou que passou cerca de três anos na área de uma pedreira onde os fósseis foram encontrados.

"É outro grande T-Rex e essas coisas não aparecem todos os dias. É um dos maiores predadores de todos os tempos", disse o pesquisador.

O dinossauro foi oficialmente chamado de Magnus zhuchengtyrannus, em homenagem a Zhucheng, a cidade em que os fósseis foram encontrados, na província de Shandong, leste da China.

Mas por causa de seu enorme tamanho, os cientistas rapidamente classificaram o dinossauro de "primo do T-Rex".

Assim como o T. Rex e o Tarbosaurus asiático, o Magnus zhuchengtyrannus faz parte do grupo dos tiranossauros, terópodes gigantescos que habitaram a América do Norte e a Ásia Oriental durante o período Cretáceo, que durou de cerca de 99 a 65 milhões anos atrás.

Fósseis de outro dinossauro com tamanho semelhante foi encontrado no mesmo local, mas os especialistas ainda analisam o material coletado.

A pedreira de Shandong é o lar de uma das maiores concentrações de fósseis de dinossauros do mundo.

A pesquisa foi publicada no jornal online Science Direct.


novo dinossauro : Daemonosaurus chauliodus



Um grupo de cientistas da Smithsonian Institute descobriu, no Novo México, fósseis do crânio e das vértebras do pescoço de um Daemonosaurus chauliodus, um elo evolucionário entre dois grupos de dinossauros. A descoberta está na publicação "Proceedings of the Royal Society B".

Os mais antigos dinossauros bípedes conhecidos incluem espécies de predadores como o Herrerasaurus, que habitou a região hoje correspondente à Argentina e ao Brasil há cerca de 230 milhões de anos.

Até agora, havia um hiato entre esses animais e os terópodes mais desenvolvidos, mas a análise da estrutura óssea mostrou que o Daemonosaurus chauliodus é esse elo.

O tamanho do animal não pode ser definido a partir do material encontrado, mas o crânio tem cerca de 14cm e o maxilar superior tem dentes grandes e inclinados para a frente.

O Daemonosaurus chauliodus viveu no fim do período Terássico (antes do Jurássico), há cerca de 205 milhões de anos. A descoberta mostra que ainda há muito a aprender sobre a evolução dos dinossauros.

- A exploração contínua, mesmo em regiões bem exploradas, como o sudoeste dos EUA, ainda trará descobertas notáveis de fósseis - disse Hans Sues, curador de vertebrados no Museu de História Natural Smithsonian e principal autor da pesquisa.

Velociraptors eram caçadores noturnos

Na imagem, o crânio do Diplodocus longus, um grande herbívoro que tinha hábitos noturnos e diurnos, assim como os elefantes

O Velociraptor mongoliensis tinha hábitos noturnos

Alguns dinossauros tinham olhos adaptados para a caça noturna, enquanto outros estavam mais aptos para atividades durante o dia, mostra um estudo que contesta a ideia de que os sáurios eram animais exclusivamente diurnos.

A partir da análise dos registros fósseis de um osso que existe em pássaros e lagartos, chamado anel esclerótico, pesquisadores conseguiram comprovar que alguns dinossauros tinham a pupila mais aberta, própria para visão noturna.

Esse anel circunda a íris, determinando a largura da pupila. O estudo desmente o conceito de que os dinossauros do Mesozóico, de 250 milhões a 65 milhões de anos atrás, tinham atividade exclusivamente diurna, deixando a noite para os pequenos mamíferos.
Durante seis anos e meio, pesquisadores da universidade da Califórnia mediram o osso ocular de 33 fósseis de dinossauros, pássaros ancestrais e pterossauros.

O diâmetro de cada osso estudado variou de um a 10 centímetros, e revelou novos padrões do ecossistema.

De acordo com o estudo, pequenos carnívoros, como os velociraptors, eram caçadores noturnos. Grandes dinossauros herbívoros tinham atividades tanto durante o dia quanto durante a noite, provavelmente pelo fato de terem de comer grandes quantidades, o que levava muito tempo, com direito a “siestas” nas horas mais quentes do dia para evitar o superaquecimento do corpo. O mesmo acontece com grandes herbívoros contemporâneos, como os elefantes.

Pterossauros e aves pré-históricas eram mais ativas durante o dia. Os pesquisadores não puderam estudar grandes carnívoros, como o temido Tyrannosaurus rex, por não haver registro fóssil suficiente do anel escleral.

A variação nos padrões de atividade diária facilita a divisão do uso do habitat e de seus recursos entre as espécies.

“Conseguimos reconstruir o ecossistema, agora que sabemos em que período cada dinossauro era mais ativo, e também começamos a entender melhor a interação deles”, disse ao iG Lars Schimitz, professor do departamento de Evolução e Ecologia da Universidade da Califórnia e autor do estudo publicado na edição desta semana do periódico científico Science.

Os pesquisadores também analisaram a estrutura em outras 164 espécies contemporâneas. Humanos não têm anel esclerótico.

“Como sabemos os hábitos dos animais que vivem nos dias de hoje, pudemos comparar com a estrutura ocular a dos fósseis de dinossauros”, disse Schimitz.

“A descoberta foi uma surpresa, embora faça todo o sentido”, completou Ryosuke Montani, também autor do estudo.